segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Magma - Mekanïk Destruktïw Kommandöh

Eis aqui o terceiro álbum da banda Magma, inauguradora do Zeuhl, mesmo estilo da Koejnihyakkei (ver post anterior). A banda tem base no minimalismo, com harmonias e ritmos complexos. Os vocais são marcantes, bem elaborados e constituídos de repetições de algumas frases de tamanhos limitados, e sempre cantados no idioma Kobaïan, este criado pelo baterista e compositor principal do grupo, o baterista virtuose Christian Vander, que, com seu jeito diferente de tocar, que mistura uma levada jazzy e dançante a um estilo cerebral e muitas vezes caótico. Os instrumentos sopro também imperam e, diferentemente do que se espera numa banda de rock, a guitarra é pouco ou nem notada.
A sonoridade do álbum é menos obscura que a dos anteriores, mas ainda sombria e caótica.

1. Hortz Fur Dehn Stekehn West (9:34)
2. Ima suri Dondai (4:28)
3. Kobaia is de Hundin (3:35)
4. Da Zeuhl wortz Mekanik (7:48)
5. Nebehr Gudahtt (6:00)
6. Mekanik Kommandoh (4:08)
7. Kreuhn Kohrmahn Iss de Hundin (3:14)

Christian Vander: bateria, vocal, órgão, percussão
Jannik Top: baixo
Klaus Blasquiz: vocal, percussão
Jean-Luc Manderlier: piano, órgão
René Garber: clarinete baixo, vocal
Claude Olmos: guitarra
Stella Vander: choir organik Kommandeuhr
Muriel Streisfeld, Evelyn Razymovski, Michele Saulnier, Doris Reihnardt, Stella Vander: choir
Teddy Lasry: brass organik Kommandeuhr, flauta

Download (320 kbps)


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Koenjihyakkei - Angherr Shisspa

Incomum, recheado de polirritmias, contratempos e síncopes, Koenjihyakkei é frenético, e, por incrível que pareça, dançante! Freqüentemente beirando o atonalismo, a banda tem por líder e principal compositor o baterista Tatsuya Yoshida, um virtuose em seu instrumento, considerado um dos melhores do underground japonês, que já trabalhou com o vanguardista John Zorn e a banda sueca Samla Mammas Manna. Yoshida deixa claro em seu trabalho a influência do Magma (que, por coincidência ou não, também foi liderado por um baterista), grupo da década de 70, considerado o criador do Zeuhl, gênero ao qual pertence também Koenjihyakkei. Mas, diferentemente daquela banda setentista, Koenjihyakkei pouco apela para o jazz e parece mais uma incursão atonalista, soando diferente de tudo feito nos últimos 15 anos pela música popular. Os arranjos vocais bem trabalhados, que ouvidos menos acostumados estranharão, feitos numa língua estranha e inexistente, dão uma cara ainda mais vanguardista à irmã japonesa do Magma. Mesmo sem guitarras, a banda é pesada, as cordas que marcam aqui são as do baixo, certas vezes distorcido ao extremo. O clarinete recém adicionado foi uma ótima escolha e, como é impróprio ao instrumento, fornece um peso estranho, quase um grito constante no 4ª e, até agora, último álbum da banda.
Koenjihyakkei pode ser indigesto, mas vale a pena, mesmo o barulho não sendo muito agradável de vez em quando. A música aqui é um soco no estômago como deve ser a música de vanguarda.


1. Tziidall Raszhisst (7:14)
2. Rattims Friezz (7:01)
3. Grahbem Jorgazz (4:06)
4. Fettim Paillu (7:45)
5. Qivem Vrastorr (4:22)
6. Mibingvahre (4:07)
7. Angherr Shisspa (6:34)
8. Wammilica Iffirom (8:39)

Yoshida Tatsuya: bateria e vocal
Sakamoto Kengo: baixo e vocal
Kanazawa Miyako: teclado e vocal
Yamamoto Kyoko: vocal
Komori Keiko: sopros e vocal

Download (128 kbps)